Saiba por que e como despertar o interesse dos alunos e motivá-los a participar  das decisões escolares e contribuir com as atividades propostas ao longo do ano letivo.

 

Já pensou em utilizar a opinião dos seus alunos nas decisões escolares? A escola é um importante espaço de convivência, pois é o local em que a criança tem seus primeiros contatos com a vida em sociedade, desenvolve suas primeiras vivências e encontros sociais e se prepara para enfrentar o mundo adulto.

É nesse mesmo espaço social que ela tem a possibilidade de desenvolver a empatia, reconhecendo o diferente, lidando com conflitos e descobrindo formas mais democráticas de resolvê-los.

Partindo de princípios estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases 9.394/96, que enfatiza a importância da participação dos alunos e da comunidade local nas atividades escolares, podemos ressaltar a necessidade de aproximar e manter os estudantes envolvidos nos projetos da escola.

É uma forma de contribuir com a sua aprendizagem e também com o seu desenvolvimento como cidadão, estimulando a autonomia, a responsabilidade e o sentimento de pertencimento.

Mas como despertar o interesse dos alunos e motivá-los a participar e a contribuir com as atividades propostas ao longo do ano letivo?

No post de hoje, vamos tratar sobre algumas formas de encarar esse desafio, mostrando a importância da participação dos alunos nas decisões escolares.

O aluno é o foco principal?

O aluno é a razão de ser de qualquer escola, certo? Então porque não propor ações que façam com que ele sinta essa importância que tem no processo?

Envolver seus interesses e sua voz nas decisões escolares pode garantir uma participação verdadeiramente ativa e, com isso, promover também o crescimento da escola como um todo.

Para isso, é importante conhecer os interesses e dificuldades dos estudantes, ouvir o que eles têm a dizer sobre o ambiente escolar — saber daquilo que gostam e também o que acham que precisaria mudar, aumentando a aproximação entre todos através de um diálogo mais aberto com a coordenação e a direção.

A partir da avaliação das opiniões obtidas, por meio de pesquisas de opinião ou caixas de sugestões, é possível também construir um planejamento que atenda melhor às necessidades da escola, colocando em prática iniciativas que ajudem a promover a integração, ampliando o engajamento dos alunos nas atividades de seu dia a dia na escola.

Qual o papel da equipe gestora da escola no engajamento dos alunos?

Primeiramente é importante abordar o conceito de gestão pedagógica participativa, que tem entre os seus principais objetivos, permitir o envolvimento dos funcionários, do corpo docente, dos alunos e de sua família e também da comunidade na deliberação dos assuntos relativos à instituição de ensino.

Do ponto de vista da comunidade escolar, essa forma de administração democrática cria uma atmosfera mais amigável e receptiva, que estimula o espírito de cooperação e a vontade de participar mais ativamente dos projetos pedagógicos propostos.

Para os diretores e coordenadores, por sua vez, representa a possibilidade de dividir as responsabilidades, descentralizando e facilitando os processos de tomada de decisão.

Dentro desse contexto, a função primordial do gestor pedagógico seria a de estar à frente das iniciativas, avaliando o seu planejamento, supervisionando a sua execução, incentivando a participação de todos os envolvidos e, ao mesmo tempo, garantindo que tudo saia de acordo com os princípios e valores defendidos pela instituição de ensino.

Como incentivar os alunos a participarem das decisões escolares?

Para promover o engajamento dos alunos de forma mais efetiva, independentemente da faixa etária em que se encontram, é interessante considerar a participação de outros dois agentes muito importantes:

O corpo docente

Além da função de transferir conhecimentos de acordo com as disciplinas que ministram e cumprir corretamente o calendário escolar, também cabe aos professores a tarefa de incentivar a reflexão e o debate de assuntos diversos, incluindo temas que estejam ligados à realidades da escola.

Cabe-lhes estimular a discussão de temas sociais, cívicos, políticos e culturais que contribuam para a formação dos alunos como indivíduos críticos e conscientes de seu papel na sociedade.

A família

Como a primeira célula de convivência e espaço primordial para a formação de valores e fundamentos acerca de direitos e deveres, a família tem uma atuação extremamente importante junto à escola.

Ela contribui para despertar o interesse das crianças e adolescentes em conhecer mais sobre as estruturas sociopolíticas que fazem parte do seu dia a dia e construir uma consciência crítica.

Quais atividades podem ser realizadas?

Quando o aluno sai do papel de apenas ouvinte e se torna protagonista das transformações no ambiente escolar, ele também passa a desenvolver características como comprometimento, responsabilidade e autonomia.

Tendo esses aspectos em vista, vale a pena investir em ações que despertem o interesse dos estudantes e tenham impacto mais direto em sua rotina — dentro e fora da escola —, estimulando o desejo de cooperação e envolvimento nos projetos pedagógicos.

Grêmios estudantis

A criação de grêmios estudantis como forma de representação dos interesses do corpo discente junto à coordenação e direção da escola ajuda a desenvolver habilidades como liderança e trabalho em grupo.

Também contribui para a formação de uma consciência social e política, a realização de atividades como organização de debates, atividades ligadas ao esporte e eventos artísticos.

Já a participação de alunos como representantes de suas classes nos conselhos escolares promove o diálogo direto entre a direção, a coordenação e o corpo docente.

Eventos

Outros exemplos de atividades pontuais, como votações para a escolha de novas cores e modelos para o uniforme, organização de eventos abertos à comunidade como feira de ciências, mostras de profissões ou saraus artísticos, também são formas deincentivar a participação dos alunos e promover a integração entre as diferentes classes e faixas etárias.

Assim, há o envolvimento da comunidade como um todo, permitindo maior transparência e melhor alinhamento das decisões para que a escola cresça como um espaço de aprendizagem, convivência e troca de experiências.

Ações transparentes

Ações transparentes também geram comprometimento. Todo esse diálogo com os alunos gera resultados e ações no âmbito escolar, sendo que alguns projetos podem não ser colocados em prática, por diversos motivos.

Explicar as razões aos alunos das decisões finais os torna parte do processo e previne que se sintam à margem das decisões.

Como podemos perceber, a presença ativa do corpo estudantil nas atividades pedagógicas pode trazer transformações positivas à escola e também contribuir diretamente para a formação de cidadãos conscientes e colaborativos.

Embora saibamos os desafios que essa iniciativa representa em termos de tempo, dedicação e organização, certamente os resultados serão compensadores!