Banner campanha

Pais separados: 6 formas de diminuir os impactos nos filhos

Confira algumas dicas para amenizar os impactos que o processo pode causar nos filhos de pais separados.

 

A separação é um momento difícil para toda a família. Tanto o casal quanto os filhos de pais separados sentem os reflexos da nova situação familiar. No entanto, durante e após o processo de separação, os pais podem adotar algumas atitudes que ofereçam maior segurança emocional aos filhos.

Continue a leitura e confira 6 dicas que podem amenizar os impactos que esse processo pode causar na criança.

1. Explique a situação da forma mais clara e sincera possível

Você não precisa entrar nos detalhes sobre os motivos da separação (dependendo da idade em que está, a criança não conseguirá compreender a situação como realmente é), mas procure ser claro sobre a nova situação familiar. Não é necessário, nem saudável, inventar mentiras ou desculpas como viagens, por exemplo.

É comum falar para a criança que os pais “não se amam mais”. Sendo possível, evite essa expressão, pois ela pode deixar a criança insegura. Pode ocorrer, no momento em que o pequeno tiver um desentendimento com a mãe ou com o pai, dela imaginar que também não é mais amada.

2. Busque não contaminar a criança com rancores do casal

Se o relacionamento não terminou bem, evite transparecer raiva do parceiro na frente da criança. Isso pode deixá-la angustiada. Tente aproveitar a separação como uma oportunidade para demonstrar o sentido da palavra respeito. Seja sempre cordial com o ex-parceiro.

Além disso, para não quererem ter contato com o ex-parceiro, alguns pais diminuem a convivência com a criança. Isso pode trazer diversos sentimentos para elas, que podem se sentir até culpadas pela separação, mesmo que de maneira inconsciente. Procure encontrar estratégias que facilitem os encontros com a criança, fazendo-a perceber que a questão ocorreu somente entre o casal e que isso não muda a relação de cada um com ela.

3. Escolha sempre usar uma linguagem amorosa com a criança

Você precisa ser direto, firme, mas não precisa ser duro. Ao falar com a criança, seja objetivo, mas sempre demonstrando muito amor e carinho. Ela precisa sentir que continuará sendo amada e protegida, independentemente da situação pela qual os pais estão passando.

Por exemplo, ela pode vir a perguntar sobre o momento pelo qual a família está passando, questionando sobre a rotina, a configuração da casa (quem vai morar com quem). Evite repreendê-la, responda com sinceridade e seja carinhoso, escolhendo palavras que passem segurança para a criança.

4. Tente não fazer da criança sua confidente ou aliada

Por mais que você esteja sofrendo, não torne a criança sua confidente ou aliada. Ela ainda não tem estrutura psicológica e emocional suficientemente desenvolvida para lidar com a própria dor, muito menos com a sua dor. Isso pode gerar estresse infantil.

Vale lembrar que, assim como você, ela também está sofrendo, e sobrepor a sua situação emocional à dela pode trazer problemas futuros. Da mesma forma, não use o pequeno como intermediário de sua comunicação com o ex-parceiro.

5. Reorganize a rotina da criança o mais rápido que puder

A separação é um momento delicado para toda a família e, por menor que sejam, as crianças percebem as mudanças ao redor.

Seja claro quanto à nova rotina: o que precisará ser mudado, como funcionarão as idas à escola, como será o dia a dia da criança (em qual das duas casas vai dormir, e em quais dias da semana, com quem passará os fins de semana). Tendo tudo estabelecido, esforce-se ao máximo para manter a rotina combinada.

6. Lembre-se de comunicar à escola

Professores são parceiros na educação dos seus filhos. Comunicá-los da nova situação familiar é importante para que eles possam se manter atentos ao comportamento da criança. Reações incomuns, como choros sem motivos aparentes, introspecção extrema, ou até mesmo reações mais agressivas, podem ser percebidas pelos educadores e reportadas aos pais, ajudando na adaptação à nova situação familiar.

A demonstração do amor que sentem por seus filhos, por meio do diálogo e do respeito, deixando claro que a família não acabou, apenas se reestruturou, irá colaborar para que eles construam uma visão positiva sobre relacionamentos amorosos, permitindo que se desenvolvam mais saudáveis emocionalmente.